Friday, September 03, 2004

O Ano de Amanhã em O Globo

Nada mais ingênuo que espumar enfurecido contra o "monopólio global", pois foi, de longe, a melhor coisa que podia ter acontecido à tevê brasileira.

Muito mais consistente que a má qualidade e caretice dos programas da emissora, é sua vocação para enterrar os malas. Nisso é a maior do mundo!

Se surge um novo valor na MTV ou Gazeta, três meses depois a Globo já contratou e enfiou num horário lá pelas duas da manhã. Dois meses depois, a promessa está enterrada e caiada no vazio do descaso e do esquecimento.

Quem, portanto, poderá ser contrário ao monopólio? Não eu, repito. Quero mais que contratem do Raul Gil à Hebe Camargo. É minha oração no almoço, no café, e antes de deitar.

Não que a Globo seja infalível, claro. Faz alguns anos que tentam se livrar do Faustão e da Xuxa, e agora há o garoto da chinela 37, mas aos poucos o espaço diminui. De qualquer modo, se a Globo se livrou até do doutor Roberto, esses aí não hão de durar a eternidade.

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